terça-feira, 7 de agosto de 2007
Seleção feminina: começa a nova era
Paulo Bassul pré-convocou hoje 19 meninas para o Pré-Olímpico de Valdivia, no Chile, que acontece no fim de setembro. A grande ausência do grupo é Adrianinha, que vai jogar na Rússia e alegou problemas particulares. Para o lugar dela, volta a veterana Claudinha, que ficou cinco anos afastada da seleção por divergências com o comando técnico. Voltam também Iziane e Érika, da WNBA, que serão fundamentais na campanha. Daqui a pouco, às 20h, vou bater um papo com o Bassul por telefone. Depois volto aqui para contar mais detalhes.
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
A opção de Lula: Marcelinho Machado é titular

Por Fábio Balassiano
Todos tínhamos a mesma dúvida sobre a escalação da seleção brasileira no Pré-Olímpico: Valtinho, Leandrinho, Varejão, Nenê e... e... Marcelinho. Esta foi a opção de Lula Ferreira, confirmada num papo por telefone na noite de segunda-feira. A decisão é embasada no amadurecimento e na melhora defensiva do ala, líder em roubadas no Pan-Americano. A maturidade pode ser verificada a partir de uma supreendente declaração do tricampeão a mim, pouco antes do Pan: "Aprendi que não é necessário anotar 30 pontos para dominar e aparecer em uma partida".
Pesou também o envolvimento com Herb Brown, assistente-técnico do Atlanta Hawks, que veio ao Brasil para o Basquete Sem Fronteiras. Ele ficou bastante impressionado com a habilidade e a inteligência do trio formado por Valtinho, Leandrinho e Marcelinho. Por sua vez, Lula também aposta na explosão (física, mental e técnica) de Marquinhos e Alex, para que a dupla traga a energia e outras armas do banco de reservas.
Resta saber, apenas, como inserir Guilherme Giovanonni, um dos melhores alas do campeonato italiano, nesta equação. Problema para o técnico resolver. E você, o que faria?
Esqueçam o retorno de Paulão

No texto ali embaixo, eu disse que a minha primeira opção para o caso da ausência do Anderson seria chamar de volta o Paulão. Esqueçam. O jovem pivô está machucado. Ele jogou o Mundial Sub-19 com uma lesão no joelho, forçou o local e agora não teve outra saída: precisou botar o pé no freio e se tratar.
Lula me confirmou por telefone que o grupo do Pré-Olímpico vai sair dos jogadores que estiverem treinando em São Paulo. E a idéia é fechar isso logo. "No momento em que formos a Porto Rico, preciso ter uma definição dos jogadores. Por maior que seja a qualidade de cada um, precisamos de um mínimo de entrosamento e treinamento com o grupo", afirmou.
Só para registrar, o torneio amistoso em Porto Rico (Copa Tuto Marchand) acontece nos dias 16, 17 e 18. Ou seja, o tempo é curto.
E os hermanos?
Por Fábio Balassiano
Muita gente crê que a volta dos galácticos brasileiros (de verdade, mesmo, somente Valtinho e Nenê) e a dispensa de Ginobili, Pepe Sanchez, Oberto e Nocioni pelo lado argentino deixa o caminho aberto para a volta do Brasil às Olimpíadas. Cabe abrir os olhos, porém.
Além da ida de Anderson Varejão estar indefinida, cabe dar uma olhada no quinteto titular dos campeões olímpicos. Pablo Prigioni, Carlos Delfino, Federico Kammerichs, Luis Scola e Juan Gutiérrez formam o time comandado pelo competente Sergio Hernández, que se prepara desde 25 de julho em Mar Del Plata e vai participar de três torneios antes do Pré-Olímpico.
Prigioni, que atua no mesmo Tau Cerámica de Splitter, foi eleito para o segundo time da Euroliga após registrar 6.6 pontos e 4.7 assistências (vide-líder neste quesito); Scola acaba de assinar um contrato milionário com o Houston Rockets; Kammerichs vem de sua melhor temporada (8.4 pontos e 7.3 rebotes) com o Bruesa, da Espanha, e Delfino acaba de ser trocado para o Toronto Raptors e precisa, mais do que nunca, mostrar por que sempre foi considerado o sucessor de Manu.
E aí, será que vai ser essa baba que todos estão esperando?
Muita gente crê que a volta dos galácticos brasileiros (de verdade, mesmo, somente Valtinho e Nenê) e a dispensa de Ginobili, Pepe Sanchez, Oberto e Nocioni pelo lado argentino deixa o caminho aberto para a volta do Brasil às Olimpíadas. Cabe abrir os olhos, porém.
Além da ida de Anderson Varejão estar indefinida, cabe dar uma olhada no quinteto titular dos campeões olímpicos. Pablo Prigioni, Carlos Delfino, Federico Kammerichs, Luis Scola e Juan Gutiérrez formam o time comandado pelo competente Sergio Hernández, que se prepara desde 25 de julho em Mar Del Plata e vai participar de três torneios antes do Pré-Olímpico.Prigioni, que atua no mesmo Tau Cerámica de Splitter, foi eleito para o segundo time da Euroliga após registrar 6.6 pontos e 4.7 assistências (vide-líder neste quesito); Scola acaba de assinar um contrato milionário com o Houston Rockets; Kammerichs vem de sua melhor temporada (8.4 pontos e 7.3 rebotes) com o Bruesa, da Espanha, e Delfino acaba de ser trocado para o Toronto Raptors e precisa, mais do que nunca, mostrar por que sempre foi considerado o sucessor de Manu.
E aí, será que vai ser essa baba que todos estão esperando?
domingo, 5 de agosto de 2007
O plano B
Pelo tom de lamento que percebi nas declarações em São Paulo, acho que é hora de bolar um plano B para o Pré-Olímpico, caso não possamos contar com Anderson Varejão e Baby (o segundo, de qualquer forma, já não estava na minha lista). Continuo torcendo pela inclusão do Vareja, que seria fundamental, mas não custa elaborar uma lista sem ele:
TITULARES:
Splitter
Nenê
Marquinhos
Leandrinho
Valtinho
RESERVAS:
JP Batista
Murilo
Marcelinho
Alex
Huertas
Guilherme
???
É quase certo que, sem Anderson, os 11 jogadores acima estarão na lista final. Sobraria uma vaga, disputada por cinco nomes: Nezinho, Marcus (os dois saem na frente) e os três da sub-19: Betinho, Carlão e Romário.
Gostei muito do Marcus, mas a seleção está bem servida na ala. Os armadores são sempre bem-vindos, mas Nezinho não está no mesmo nível dos outros. Sendo assim, eu optaria por um quinto homem de garrafão. E aí, se é para levar um dos garotos, que Lula chame de volta o Paulão - mais forte, mais habilidoso e mais experiente. E vocês, o que acham?
TITULARES: Splitter
Nenê
Marquinhos
Leandrinho
Valtinho
RESERVAS:
JP Batista
Murilo
Marcelinho
Alex
Huertas
Guilherme
???
É quase certo que, sem Anderson, os 11 jogadores acima estarão na lista final. Sobraria uma vaga, disputada por cinco nomes: Nezinho, Marcus (os dois saem na frente) e os três da sub-19: Betinho, Carlão e Romário.
Gostei muito do Marcus, mas a seleção está bem servida na ala. Os armadores são sempre bem-vindos, mas Nezinho não está no mesmo nível dos outros. Sendo assim, eu optaria por um quinto homem de garrafão. E aí, se é para levar um dos garotos, que Lula chame de volta o Paulão - mais forte, mais habilidoso e mais experiente. E vocês, o que acham?
sábado, 4 de agosto de 2007
Saem os galácticos, entram as abóboras

Acordei animado no sábado, com a expectativa de ver o primeiro treino da seleção masculina com os galácticos da NBA e da Europa. As atividades no ginásio do Paulistano, contudo, não chegaram nem perto disso.
Nenê voltou aos EUA para resolver questões relativas ao processo contra o ex-empresário. Deve retornar ao Brasil até o fim da semana. Varejão e Baby só podem treinar quando tiverem seus novos contratos - há um risco de a dupla ficar fora do Pré-Olímpico. Tiago Splitter teve o vôo adiado na sexta-feira, e Marquinhos foi liberado da primeira atividade por questões físicas. Guilherme Giovannoni, ainda em recuperação, bateu bola.
Lula comandava Leandrinho & Cia quando, de repente, o repórter Vesgo, do Pânico, irrompeu no ginásio aos berros. Ele e o "Silvio Santos" foram até lá para reproduzir a Dança do Siri, citada no ar por Galvão Bueno quando os jogadores a usaram para festejar o ouro no Pan.
Como se não bastasse a bagunça, Vesgo e Silvio levaram abóboras, cocos e melancias para os jogadores arremessarem. Após meia dúzia de tijoladas na tabela e pedaços de fruta espalhados pelo chão do ginásio, o treino acabou. Lula não pareceu muito satisfeito, mas deixou rolar.
Três pontos
1) Caio Torres estava entre os 16 pré-convocados, mas pediu dispensa. Sinceramente, não entendi. Até acho que ele não está no mesmo nível dos outros, mas ganhou boas oportunidades de mostrar serviço no Pan.
2) Três garotos da Sub-19 participaram do treino no sábado: Betinho, Romário e Carlão. Serve como aprendizado, mas, segundo Lula, nada impede que um deles belisque uma vaga no grupo.
3) Antes de voltar para o Rio, fui almoçar no Shopping Iguatemi e trombei de novo com Sam Perkins, que passeava calmamente, mas atraía a atenção com seus dreadlocks e uma chamativa camisa vermelha.
2) Três garotos da Sub-19 participaram do treino no sábado: Betinho, Romário e Carlão. Serve como aprendizado, mas, segundo Lula, nada impede que um deles belisque uma vaga no grupo.
3) Antes de voltar para o Rio, fui almoçar no Shopping Iguatemi e trombei de novo com Sam Perkins, que passeava calmamente, mas atraía a atenção com seus dreadlocks e uma chamativa camisa vermelha.
Assistente dos Hawks gostou do que viu
Aos 61 anos, Herb Brown carrega uma experiência de quatro décadas no basquete dos Estados Unidos e da Europa, incluindo seis títulos de treinador do ano e três livros publicados. Integrante da comissão técnica do Detroit Pistons no título de 2004 e atual assistente de Mike Woodson no Atlanta Hawks, ele acompanhou o treino da seleção neste sábado, no ginásio do Paulistano. Batemos um papo rápido à beira da quadra.
- O que o senhor achou do treinamento da seleção brasileira?
- Realmente adorei. Acho que o técnico e os assistentes são extremamente bem organizados, e os jogadores mostraram uma tremenda concentração. Gostei da progressão do treino e dos ensinamentos passados. A parte de arremessos reproduziu exatamente o que eles vão encontrar durante uma partida de basquete.
- E a passagem pelo Brasil, com o Basquete Sem Fronteiras?
- É a segunda vez que eu participo da clínica. Já fui ao México e a Porto Rico, mas esta é minha primeira vez na América do Sul. A experiência aqui foi fantástica. Dentro da quadra, foram 50 jovens jogadores no Pinheiros, um ótimo clube, assim como o Paulistano. Fora da quadra, fui a ótimos restaurantes e comi bastante [risos]. As pessoas aqui são muito simpático [usa a palavra em português mesmo]. Agora estou curtindo esse período com a seleção brasileira.
- A próxima parada é o Rio, certo?
- Isso. Vou no domingo, para fazer uma clínica na segunda-feira, às 9h, na Mangueira. Depois disso, eu e minha mulher pretendemos ficar mais um dia no Rio, antes de voarmos de volta.
- O que o senhor achou do treinamento da seleção brasileira? - Realmente adorei. Acho que o técnico e os assistentes são extremamente bem organizados, e os jogadores mostraram uma tremenda concentração. Gostei da progressão do treino e dos ensinamentos passados. A parte de arremessos reproduziu exatamente o que eles vão encontrar durante uma partida de basquete.
- E a passagem pelo Brasil, com o Basquete Sem Fronteiras?
- É a segunda vez que eu participo da clínica. Já fui ao México e a Porto Rico, mas esta é minha primeira vez na América do Sul. A experiência aqui foi fantástica. Dentro da quadra, foram 50 jovens jogadores no Pinheiros, um ótimo clube, assim como o Paulistano. Fora da quadra, fui a ótimos restaurantes e comi bastante [risos]. As pessoas aqui são muito simpático [usa a palavra em português mesmo]. Agora estou curtindo esse período com a seleção brasileira.
- A próxima parada é o Rio, certo?
- Isso. Vou no domingo, para fazer uma clínica na segunda-feira, às 9h, na Mangueira. Depois disso, eu e minha mulher pretendemos ficar mais um dia no Rio, antes de voarmos de volta.
A caminho do Rio
Salve, amigos. Fui ao treino da seleção pela manhã, mas a dupla de repórteres do Pânico tratou de encurtar o trabalho fazendo uma festa com melancias, abóboras e afins. O treino não teve Nenê, Anderson, Baby, Splitter e Marquinhos. Volto para o Rio daqui a pouco e, à noite, conto com mais detalhes como foi, ok? Abraços a todos.
Sexta-feira de basquete na capital paulista

Conforme prometido, aí vai o material sobre o Basquete Sem Fronteiras, em várias partes. Para abrir os trabalhos, dois breves lamentos.
1) Como passei boa parte do dia preso nos programas do SporTV (e isso foi muito legal, claro), não deu para ver direito a garotada em ação. Só consegui bater um papo rápido com o Rodrigo César Silva, de 19 anos, que joga em Limeira e foi eleito MVP da clínica.
2) O único momento que tive para conversar com os caras da NBA foi no fim do evento, quando todos estavam deixando a quadra ao mesmo tempo. Fui obrigado a ignorar Walton, Dalembert e Korver, e tive que fazer uma escolha entre Shawn Marion e Alex English. Como já tinha falado com Marion, há três anos, num jogo do Phoenix na Filadélfia, deixei o cara partir e fui na lenda do Denver Nuggets.
Depois, ainda bati papo com Phil Weber, assistente do Phoenix, e com o boa-praça Sam Perkins. Abaixo, seguem dois posts sobre o longo dia e as três entrevistas na íntegra. Tudo isso justamente no dia em que combinei com o Fábio Balassiano um limite de 1.200 caracteres para os textos não ficarem muito longos. O caro Bala vai querer me esganar, mas...
Os brasileiros da NBA, finalmente juntos
No Redação e no Arena, tive a oportunidade de ouvir e conversar com Nenê, Marquinhos, Anderson Varejão e Leandrinho (com peruca e tudo), além de Janeth, Kelly, Hortência, Lula e Neto. A destacar, dois pontos:

1) O pessimismo de Anderson sobre a participação no Pré-Olímpico. Ele ainda não renovou o contrato com o Cleveland (o mesmo vale para Baby no Utah), e por isso ainda não pode resolver a questão do seguro. Vareja torce para que seu empresário, lá nos Estados Unidos, chegue a um acordo logo com a equipe - ou com alguma outra.
2) A simpatia de Nenê. Tenho ouvido muito que o cara está marrento, mas, pelo menos em relação ao que vi na sexta-feira, o comportamento do pivô do Denver foi exemplar. Tratou muito bem os jornalistas e, o principal, foi sempre solícito com os fãs no ginásio. Não vi marra nenhuma.

1) O pessimismo de Anderson sobre a participação no Pré-Olímpico. Ele ainda não renovou o contrato com o Cleveland (o mesmo vale para Baby no Utah), e por isso ainda não pode resolver a questão do seguro. Vareja torce para que seu empresário, lá nos Estados Unidos, chegue a um acordo logo com a equipe - ou com alguma outra.
2) A simpatia de Nenê. Tenho ouvido muito que o cara está marrento, mas, pelo menos em relação ao que vi na sexta-feira, o comportamento do pivô do Denver foi exemplar. Tratou muito bem os jornalistas e, o principal, foi sempre solícito com os fãs no ginásio. Não vi marra nenhuma.
Três pontos
1) Os papos com Kelly e Janeth deram a entender que Helen e Cíntia Tuiú podem voltar à seleção agora que Barbosa saiu e Bassul assumiu. Seria ótimo para ajudar as mais jovens no processo de renovação.
2) Leandrinho foi ao Programa do Jô na sexta-feira. Bela entrevista. Não pelo Jô, claro, mas pela espontaneidade do garoto, que já começa a superar o jeitão tímido. É um grande passo para assumir de vez a condição de ídolo, que o basquete brasileiro tanto precisa.
3) No torneio de três pontos do Basquete Sem Fronteiras, o moleque argentino que ganhou a disputa foi obrigado a desafiar Kyle Korver. Pois o ala do Philadelphia entrou na quadra, deu 12 arremessos e errou TODOS - incluindo um constrangedor airball. Deve ter voltado feliz para os EUA...
2) Leandrinho foi ao Programa do Jô na sexta-feira. Bela entrevista. Não pelo Jô, claro, mas pela espontaneidade do garoto, que já começa a superar o jeitão tímido. É um grande passo para assumir de vez a condição de ídolo, que o basquete brasileiro tanto precisa.
3) No torneio de três pontos do Basquete Sem Fronteiras, o moleque argentino que ganhou a disputa foi obrigado a desafiar Kyle Korver. Pois o ala do Philadelphia entrou na quadra, deu 12 arremessos e errou TODOS - incluindo um constrangedor airball. Deve ter voltado feliz para os EUA...
English, o mito de shorts e sorriso no rosto

Como técnico do Basquete Sem Fronteiras, Alex English passou quase anônimo. De todos os convidados, era o cara que eu mais queria entrevistar. Aos 53 anos, ali no ginásio do Pinheiros, ele era apenas um sujeito de shorts curtos e camiseta dando instruções para a molecada. Mas não dava para separar o homem da lenda. English foi o maior jogador da história do Denver Nuggets. Com estilo elegante, dividiu as honras ofensivas da NBA nos anos 80 com Larry Bird, Magic Johnson e Dominique Wilkins. Hoje, é assistente de Sam Mitchell no Toronto Raptors. Durante o papo, ele manteve sempre o sorriso simpático no rosto e, ao fim da entrevista, ainda ficou uns 10 minutos me fazendo perguntas sobre a seleção brasileira. Quis saber quem eram os nossos bons chutadores de três, pediu informações sobre o Tiago Splitter, discutiu a evolução (ou não) do Baby, e por aí vai.
- Que avaliação você faz sobre a clínica aqui em São Paulo?
- Acho que fizemos um bom trabalho com essa garotada. Espero que eles continuem trabalhando com o que ensinamos aqui. Há bons jogadores neste grupo. Tenho certeza de que vão sair daqui jogadores para a NBA.
- Sério? Palavra de Alex English?
- É a minha palavra. Eu realmente acredito nisso.
- Vamos falar sobre a NBA. Você é o melhor jogador da história do Denver Nuggets, e hoje o time tem um novo ícone, Carmelo Anthony. É bom ver um jogador de alto nível fazendo carreira no time que você defendeu?
- Sem dúvida. Estou feliz por Carmelo. Ele tem uma bela carreira, espero que continue. O Denver agora tem peças bastante sólidas, principalmente com a chegada do Allen Iverson e a recuperação do Nenê. O time tem muito potencial para ser forte no Oeste.
- Apesar da ligação com o Denver, hoje você é assistente técnico do Toronto Raptors. Como é trabalhar numa equipe tão aberta para o talento internacional? - Estou muito empolgado com esse time. Sinto que temos a chance de vencer a divisão do Atlântico de novo e fazer bonito no Leste. Temos jogadores que são ótimas pessoas. E quando você tem bons homens, o trabalho do técnico fica muito mais fácil.
- O que faltou naquela série de playoff contra o New Jersey Nets?
- Acho que começamos muito devagar. Eles nos venceram na nossa casa e, quando recuperamos o nosso ritmo, já era tarde demais.
- Chris Bosh deve ter um papel importante com a seleção americana no Pré-Olímpico, já que Tim Duncan não está na lista. Fale sobre este jogador.
- Ele vai ser muito importante. É uma boa pessoa, cheia de talento, e trabalha muito duro. A tendência daqui para a frente é só crescer.
- Não posso deixar de pedir que você comente aquele famoso jogo de 1983, com o placar mais alto da história da NBA. Você estava lá, fez 47 pontos, mas o Denver perdeu para o Detroit por 186 -184 em três prorrogações.
- Eu me lembro que foi um jogo muito longo e cansativo [risos]. Muitos jogadores se saíram bem naquela noite. Eu fiz 47 pontos e sequer fui o cestinha. Isiah Thomas também fez 47 pelo Detroit, e Kiki Vandeweghe fez 51. John Long meteu uns quarenta e poucos [na verdade, 41]. Foi uma situação especial. Acho que esse recorde jamais será quebrado.
- O técnico do Denver naquela partida era Doug Moe, conhecido pelo estilo ultra-ofensivo. Ele sobreviveria à NBA de hoje?
- Ele era ótimo. Se ele estivesse lá hoje, estaria vencendo. Hoje alguns times estão tentando voltar àquele estilo. E ele foi o melhor nesse aspecto.
- Obrigado pelo papo. É uma honra tê-lo aqui no Brasil.
- Eu é que agradeço, foi um prazer.
Sem Perkins, o gigante boa-praça

Quando me aproximei para falar com Sam Perkins, presenciei uma cena insólita. Os garotos que participavam da clínica assinavam autógrafos na camisa branca do ex-pivô do Seattle Sonics. Foi o jeito simpático que ele escolheu para dar uma força aos jovens. Tirou foto com todo mundo e saiu do ginásio com o troféu simbólico de boa-praça do evento.
- E aí, curtiu a passagem pelo Brasil e o trabalho em SP?
- Claro! Eu já tinha vindo aqui antes, em 1994 ou 95. Mas minha experiência aqui é sempre positiva. Os jogadores e técnicos da NBA ficam felizes quando podem ajudar da melhor maneira possível na evolução do basquete.
- O que achou do nível dos garotos aqui?
- Para meninos que têm 16 ou 17 anos, foi muito impressionante. Eles conhecem a estrutura do basquete. Não é um esporte difícil de praticar, mas há tanto conhecimento dentro dessas quatro linhas que você tem que aprender muito rápido. E eles superaram a minha expectativa. Fiquei surpreso com o conhecimento de jogo que eles têm aos 16 anos.
- Você era um jogador de garrafão, mas sempre saía para fazer os arremessos e ficou conhecido como um grande chutador. Hoje nós vemos vários jogadores fazendo isso na NBA e no basquete internacional. Dá para se considerar uma espécie de precursor?
- Não sei se fui um pioneiro. Provavelmente, outros antes de mim fizeram o mesmo. De maneira geral, você tenta usar sua habilidade e fazer o possível para se manter dentro da quadra. Quando eu jogava, tentava ser consistente dentro e fora do garrafão. Isso facilitava um pouco a estratégia da equipe. Os técnicos viam em mim algumas características de arremesso, então eu tentei melhorar a cada dia. Até que cheguei a um ponto em que tudo o que precisava fazer era dar um chute por jogo [risos], e um chute importante para o resultado. Hoje os caras ainda fazem isso. Temos vários alas-pivôs que jogam dentro e fora do garrafão, é uma onda.
Phil Weber, o caça-talentos do Phoenix Suns

Reconhecido pela capacidade de ajudar na evolução de jovens talentos, Phil Weber estava no lugar certo. O homem responsável por pescar e lapidar Shawn Marion na Califórnia passou seus ensinamentos aos garotos do Basquete Sem Fronteiras. Assistente de Mike D`Antoni no Phoenix Suns, ele falou sobre a clínica e o futuro do time na NBA.
- O que achou da viagem ao Brasil?
- Sem dúvida. O Brasil é um país maravilhoso, e as pessoas aqui foram muito acolhedoras. Foi uma semana incrível, descobrimos talentos aqui na América do Sul, o evento foi fantástico. Quando a gente consegue unir culturas diferentes, pelo menos para mim, é uma experiência educacional e muito prazerosa.
- E o nível da garotada?
- Há jogadores muito bons. É possível que vejamos alguns deles em ação num futuro muito próximo.
- Você é um treinador conhecido pela capacidade de ajudar o atleta a se desenvolver. Foi assim com Shawn Marion, que participou do seu programa na Califórnia e hoje joga no seu time, o Phoenix Suns. Agora, você vem ao Brasil para lidar com os jovens. É disso que você mais gosta?
- É sempre muito divertido trabalhar com jogadores talentosos, e eu encontrei vários aqui. Você consegue perceber as virtudes e as fraquezas. Foi uma experiência e tanto.
- E quanto ao Phoenix? Vocês contrataram Grant Hill, que pode dar um novo ânimo à equipe. O que espera da próxima temporada? - Estou extremamente animado. A chegada de Grant realmente nos possibilita fazer várias coisas diferentes e melhorar o time em relação ao último campeonato. Acima de tudo, precisamos manter nossos atletas saudáveis, longe da enfermaria. Depois, é só ter um pouco de sorte e evitar que nossos caras sejam suspensos [risos].
- Ainda não esqueceu as suspensões na série contra o San Antonio?
- Sem dúvida, ainda não esqueci [risos].
- Muita gente insiste na teoria - da qual eu discordo - de que o Phoenix não sabe defender. O que faltou ao time até agora para chegar ao título?
- Acho que agora teremos a maturidade natural de Amare Stoudemire, Boris Diaw, Leandrinho. São todos jogadores jovens. Se você nota a idade do elenco do San Antonio, é bem maior. Com essa maturidade chegando, vamos jogar com muito mais confiança.
- E como é trabalhar com Mike D`Antoni?
- Ah, ele é o melhor. É um dos meus amigos mais próximos. Fico impressionado ao ver como ele é um treinador fantástico, e digo que ele é uma pessoa ainda melhor.
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Sobre os treinos de sábado
Salve, amigos. Entre rodoviária, ginásio e hotel, a correria foi intensa no Basquete Sem Fronteiras. Daqui a pouco vou colocar aqui alguns textos sobre o evento, que aliás foi bem bacana. Mas resolvi adiantar logo este post porque vi que tinha gente na caixinha querendo saber sobre os treinos da seleção masculina no sábado. A equipe vai treinar das 9h30 às 11h no Paulistano e das 18h às 20h30 no Pinheiros. Estarei no Paulistano às 9h30. Se alguém estiver animado para ir, pode me procurar lá. Abraços!
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
De partida para a terra da garoa

Aos amigos, um aviso.
Nesta madrugada, vou partir em direção a São Paulo, de ônibus, para pegar o último dia do Basquete Sem Fronteiras. Participo do Redação, do SporTV, que será transmitido direto do ginásio do Pinheiros, a partir das 10h30, e depois tento conversar com os jogadores - para quem não sabe, estão lá os brasileiros Nenê, Varejão, Leandrinho e Marquinhos, além de Shawn Marion, Luke Walton, Samuel Dalembert e vários técnicos americanos.
Se possível, dou uma esticada até sábado para conferir o primeiro treino da seleção masculina, com Nenê & Cia. no ginásio do Paulistano.
Vou tentar atualizar o Rebote de lá, mas não sei como vai ser essa história de conexão de internet. Se não der, trago o pacote para o Rio e ponho no ar durante o fim de semana. Abraços!
Algumas notas
Por Fábio Balassiano
A troca de Kevin Garnett desperta uma série de dúvidas sobre como sua antiga franquia vai se virar sem ele, e quão forte ficará o time de Doc Rivers com outros dois excelentes jogadores (Ray Allen e Paul Pierce). Aí vão alguns fatos curiosos da maior mudança desta inter-temporada.

- Previsto para esta terça-feira (1º de agosto), a direção da liga anunciou que o calendário só será divulgado no fim da semana. O motivo é óbvio: os canais que exibem a NBA exigiram mais partidas do novo Boston. Além disso, fontes dizem até que um confronto entre Celtics e Wolves não está descartado para a rodada de Natal.
- Nas últimas cinco temporadas, três MVP's foram trocados. Shaquille O`Neal (Lakers para o Miami), Allen Iverson (Philadelphia para o Denver) e agora Garnett.
- Lakers e Wolves chegaram a arquitetar a troca que envolveria Andrew Bynum e Lamar Odom por KG. Kevin McHale, o manda-chuva dos Wolves, recusou por considerar o contrato de Odom (US$ 28 milhões nos próximos dois anos) um tanto absurdo. Optou pelo árduo caminho da reconstrução.
- Um ano depois da morte do lendário Red Auerbach e calçado pelos piores índices de público da franquia, Danny Ainge apertou o alarme e contou com a ajuda de um ex-jogador da franquia. Sem querer, McHale, eterno companheiro de Larry Bird, deu mais uma mão aos Celtics...
A troca de Kevin Garnett desperta uma série de dúvidas sobre como sua antiga franquia vai se virar sem ele, e quão forte ficará o time de Doc Rivers com outros dois excelentes jogadores (Ray Allen e Paul Pierce). Aí vão alguns fatos curiosos da maior mudança desta inter-temporada.

- Previsto para esta terça-feira (1º de agosto), a direção da liga anunciou que o calendário só será divulgado no fim da semana. O motivo é óbvio: os canais que exibem a NBA exigiram mais partidas do novo Boston. Além disso, fontes dizem até que um confronto entre Celtics e Wolves não está descartado para a rodada de Natal.
- Nas últimas cinco temporadas, três MVP's foram trocados. Shaquille O`Neal (Lakers para o Miami), Allen Iverson (Philadelphia para o Denver) e agora Garnett.
- Lakers e Wolves chegaram a arquitetar a troca que envolveria Andrew Bynum e Lamar Odom por KG. Kevin McHale, o manda-chuva dos Wolves, recusou por considerar o contrato de Odom (US$ 28 milhões nos próximos dois anos) um tanto absurdo. Optou pelo árduo caminho da reconstrução.
- Um ano depois da morte do lendário Red Auerbach e calçado pelos piores índices de público da franquia, Danny Ainge apertou o alarme e contou com a ajuda de um ex-jogador da franquia. Sem querer, McHale, eterno companheiro de Larry Bird, deu mais uma mão aos Celtics...
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Os meus

Por Fábio Balassiano
A maior discussão na caixa de comentários envolve os 12 jogadores que representarão o Brasil no Pré-Olímpico de Las Vegas, de 22 de agosto a 2 de setembro. Aqui vão os meus e as suas (in)devidas justificativas.
Armadores: Valtinho e Huertas
Alas (2): Leandrinho, Marcelinho e Alex *
Alas (3): Marquinhos e Guilherme
Alas-pivôs: Anderson Varejão e João Paulo Batista
Pivôs: Nenê, Tiago Splitter e Baby
* Se Alex não puder ir, eu escolheria Marcus Vinicius, que possui mais potencial físico que o contundido, a mesma fibra, ótima leitura de jogo (vide suas coberturas no Pan) e muito mais atributos defensivos para agregar ao time (que devem ser utilizada nas doses certas).
Além disso, a opção de três armadores não faz mais sentido. Com a efetivação de Valtinho e Leandrinho e a possível utilização do segundo (em casos extremos, Alex e Marcelinho Machado também) na armação, a convocação de Nezinho torna-se ainda mais descabida.
Creio que a presença de Baby (em detrimento da de Murilo) se justifique mais pelos adversários do que pelas suas qualidades - nada que represente mais do que cinco minutos em quadra por jogo. O pivô Samuel Dalembert, por exemplo, pode representar o Canadá. Por isso, um gigante pesado e com forte poder de marcação é mais que necessário.
Meus cinco titulares: Valtinho, Leandrinho, Marquinhos, Varejão e Nenê. Marcelinho Machado teria cerca de 20 minutos em quadra, participando da rotação nas posições 1, 2 e 3 - tempo parecido com o de Tiago Splitter, que revezaria com o pivô do Denver e Anderson no garrafão. Guilherme, Alex, Huertas (que jogou muito mal no Rio) e JP Batista participariam bem menos, ao meu ver.
E viva a caixinha de comentários!
= = =
RODRIGO ALVES FALA - Peço licença para me meter no texto do Fábio e dizer que faço minhas as palavras dele. Para o meu gosto, a única mudança na lista dos 12 seria a saída de Baby para a entrada de Murilo. De resto, concordo com tudo, inclusive com os cinco titulares. Ah, digo também que não considero nenhum absurdo se Marcelinho for titular na vaga de Marquinhos. Não é a minha opção, mas pode ser a do Lula.
O fim da maior novela dos últimos tempos

Um intervalo rápido no papo sobre seleção para dar um pulo na NBA. Afinal de contas, chegou ao fim uma ladainha que se arrastava por vários anos: Kevin Garnett não é mais um jogador do Minnesota Timberwolves. Vai vestir a camisa 5 do Boston Celtics. Danny Ainge, definitivamente, cansou dessa história de perder. Mandou o futuro às favas, mas formou um dos trios mais respeitáveis da liga, com KG, Paul Pierce e Ray Allen. Tem tudo para dar certo. A qualidade é tanta que dá para compensar a falta de um pivô e um armador. A fragilidade no restante do elenco vai ser um problema, mas a equipe pula direto para a briga nos playoffs.
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