sábado, 18 de agosto de 2007

Bomba-relógio prestes a explodir na NBA


O árbitro Tim Donaghy, réu confesso no caso das apostas ilegais, pode jogar a NBA num poço sem fundo nos próximos dias. Ele se disse disposto a entregar aos procuradores federais os nomes de outros 20 juízes da liga envolvidos com apostas. Os colegas não teriam necessariamente cometido crimes ou manipulado resultados, mas estariam ligados de alguma forma ao mundo das apostas, incluindo atividades em cassinos. Só para deixar bem claro, o contingente de 20 nomes representa um terço dos árbitros da NBA. David Stern, que sempre tentou manter sua liga longe da jogatina e só por isso ainda não liberou um time em Las Vegas, deve estar arrancando os cabelos...

Três pontos no feminino

1) Chega de espancar México, Chile e Canadá. Paulo Bassul decretou o fim dos amistosos que não servem para nada. Quer jogar apenas contra o Top-8 do mundo ou contra equipes masculinas de categorias de base, que ao menos permitem uma equiparação física com as meninas.

2) Por falar em físico, Bassul levou uma nutricionista para cuidar de "duas ou três" atletas que se apresentaram fora do peso. No Pan, a julgar por uma das pivôs reservas, Barbosa não deu a mínima para isso.

3) Na Arena Olímpica, Micaela me disse que não queria mais sentir o frio da Letônia. Resistiu pouco tempo. A ala da seleção acertou o retorno ao Riga, para disputar o campeonato local e a Euroliga. Boa sorte para ela.

Veio a primeira vitória. Splitter seja louvado



Mais uma vez, coube a nós acompanhar o jogo pelas estatísticas. Isso aumenta o risco de uma análise imprecisa, mas não dá para ignorar o assunto. Então vamos a alguns pontos de Brasil 79-67 Porto Rico.

- Desnecessário dizer que Tiago Splitter é o nome da noite - e vale lembrar que, entre mortos e feridos no fatídico Mundial, ele foi o único a se salvar. O pivô anotou 24 pontos, acertou 56% dos arremessos de quadra e 6/8 dos lances livres. Pegou cinco rebotes, o que é pouco, mas a seleção tem se dividido bem nesse fundamento - o time teve quatro jogadores com pelo menos seis rebotes e ganhou fácil a batalha coletiva por 41-25.

- O aproveitamento de 60.5% nos lances livres continua sendo inaceitável, pior até que o do Mundial, mas desta vez a culpa foi quase exclusiva de um jogador: Murilo (foto), que acertou apenas quatro de 13 (30.8%). Triste.

- Lula começou o jogo com Huertas ao lado de Valtinho no quinteto titular. Em tese, as formações com dois armadores me agradam, mas não acho que a gente tenha tempo para treinar isso a quatro dias do Pré-Olímpico. Melhor apostar no feijão-com-arroz.

- Valtinho melhorou em relação à estréia (sete rebotes, sendo três ofensivos, e quatro assistências), apesar de ter chutado mal (2/6, oito pontos). Huertas não compometeu, com seis pontos, mas não deu nenhum passe. Nezinho entrou, fez uma seqüência de lambanças e saiu.

- JP Batista, que tinha ficado em quadra por 27 minutos contra a Argentina, jogou apenas 12 desta vez. É um efeito evidente da da ótima atuação de Splitter, líder do Brasil em minutos na sexta-feira, com 36.

- Marcelinho estava em "dia não". Tentou seis bolas de três e só acertou uma (1/8 no total). Atuação ruim, exceto na ajuda dos rebotes (seis). Marquinhos também errou a mira (3/9, 0/4 de três), mas compensou com 5/6 nos lances livres, 10 rebotes e quatro assistências.

- Ao que parece, a defesa brasileira conseguiu segurar bem duas peças importantes de Porto Rico: Jose Juan Barea (três pontos, uma assistência, 16% nos chutes) e Elias Ayuso (oito pontos, 27% nos chutes). Bom sinal para o nosso lado.

- Num jogo em que os porto-riquenhos penaram nos rebotes, não entendo por que Angelo Reyes (foto) só atuou por nove minutos. Atleta deles que mais me impressionou no Pan, o ala pegou 14 rebotes na estréia contra o Canadá. Será que se machucou?

- No sábado, o Brasil volta à quadra. Cá entre nós, pouco me importa quem vai ser campeão - não é esse o propósito do torneio. Mas sair de Porto Rico com apenas uma vitória sobre os fregueses donos da casa não seria nada bom. Sendo assim, pau nos invictos canadenses, por favor.

As entrevistas após a partida

O site da Fiba tem feito um trabalho decente na Copa Tuto Marchand.
O acompanhamento em tempo real é de primeiro nível e, logo após o jogo, já é possível encontrar crônica, fotos e vídeo com a entrevista coletiva.

O discurso do técnico porto-riquenho (foto) me parece exageradamente derrotista. Foi assim no Pan, continua assim agora. Cintrón só repete que está renovando o elenco, que o time não está no mesmo nível dos outros, que o adversário é superior, que é assim mesmo, e por aí vai. Desse jeito, os jogadores acabam acreditando, e a motivação vai para o brejo.

Lula não falou nenhuma novidade. Em espanhol, elogiou a defesa do rival no terceiro quarto e destacou a tranqüilidade do Brasil para decidir no último período. No fim, citou os ausentes Alex, Nenê e Leandrinho:

"Temos três jogadores que ainda não puderam atuar, mas eles estarão no Pré-Olímpico e isso vai ser um grande reforço. Os atletas que jogaram o Pan estão dando sustentação ao time. O importante agora é dar ritmo aos que estavam fora. Vamos precisar de um bom começo no Pré-Olímpico."

Cestinha da partida, Tiago Splitter também estava na coletiva, mas ninguém quis fazer pergunta para ele. Paciência. E eu aqui na Tijuca...

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Fim do primeiro tempo, caixinha nova

O Brasil vai vencendo Porto Rico por 41-27, placar do primeiro tempo.
Aí está uma caixinha de comentários novas para a gente continuar o debate. Para acompanhar o jogo em tempo real, clique aqui.

Contra Porto Rico, sem Nenê e Leandrinho

O Brasil entra em quadra às 21h30 para enfrentar Porto Rico, pela Copa Tuto Marchand, e provavelmente não terá Leandrinho e Nenê mais uma vez. Pelo que apurei com a assessoria da CBB, Leandrinho não tem problemas no cotovelo e muito menos a tal da gripe. Está apenas sendo poupado, já que vinha parado e treinou muito forte. Não deve jogar nem amanhã, contra o Canadá. Nenê continua fazendo o trabalho de recondicionamento e pode até ser usado hoje, mas a chance é pequena.

A notícia, claro, não é nada boa. De longe, não dá para avaliar a decisão de não colocá-los para jogar. Mas o simples fato de não termos nossos dois principais jogadores em condições a cinco dias da estréia no Pré-Olímpico é um baita motivo de preocupação. Vamos torcer.

Para acompanhar o jogo em tempo real, clique aqui.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Uma derrota e vários pontos preocupantes


A caminhada rumo à vaga olímpica começou com uma derrota por 75-67 diante da Argentina. Na estréia da Copa Tuto Marchand, em Porto Rico, o Brasil não contou com Nenê, Leandrinho e Alex. Analisar qualquer jogo só pela estatística em tempo real é sempre um convite à armadilha. Ainda assim, vale destacar alguns pontos:

- Nenê não jogou porque está fazendo treinos específicos e trabalho físico. É difícil opinar de fora, mas eu acho que a gente precisa começar a usá-lo o quanto antes. Ele já vai chegar ao Pré-Olímpico com o ritmo de jogo prejudicado. Se não disputar os amistosos então...

- Quando ao Leandrinho, primeiro fui informado de que ele sentiu o cotovelo de novo. Após o jogo, Lula afirmou que o ala-armador estava apenas gripado e deve jogar na sexta-feira.

- Alex ainda se recupera da lesão. Esse eu já esperava que não jogasse.

- O cestinha do Brasil foi Marcelinho, que ficou 33 minutos em quadra (atrás apenas de Marquinhos) e fez 18 pontos, com 2/5 nos chutes de dois, 2/6 nos de três e 8/8 nos lances livres, além de seis rebotes.

- Destaque positivo para JP Batista, com 15 pontos (7/14), oito rebotes e duas roubadas. Com a volta de Nenê, contudo, ele perde minutos.

- Nezinho (13 minutos) jogou mais tempo que Huertas (9), e os dois foram muito discretos, pelo menos na estatística. Aliás, o titular Valtinho também decepcionou, com mais desperdícios (quatro) do que pontos (três) e assistências (três). Esse talvez seja o ponto mais preocupante do amistoso. Se nossos armadores não renderem bem em Las Vegas, tchau Pequim.

- Tiago Splitter teve atuação bastante sólida, com 11 pontos, oito rebotes, quatro roubadas e 100% de aproveitamento nos arremessos (5/5). Não é surpresa para ninguém. Só pecou nos lances livres (1/6).

- Falando nisso, o lance livre voltou a ser um ponto desesperador. O time acertou ridículos 56%, o que é absolutamente inaceitável.

- Pela Argentina, Scola brilhou com 23 pontos e 12 rebotes, seguido por Diego LoGrippo (17 pontos e seis rebotes). Delfino foi muito mal (3/16 nos arremessos) e Prigioni também não jogou nada (quatro pontos, todos em lances livres, e apenas duas assistências).

- A derrota em si não diz muita coisa, mas deu para ficar com uma pulga enorme atrás da orelha. É preciso corrigir erros e, por favor, botar Nenê e Leandrinho assim que possível. Quem sabe amanhã, contra Porto Rico.

Três pontos da seleção

1) Falei com a assessoria da CBB. Este deve ser mesmo o grupo de 12 jogadores para o Pré-Olímpico, com o Nezinho e sem o Marcus. Mas Lula só vai bater o martelo no sábado à noite, após o jogo contra o Canadá.

2) Anderson Varejão só joga em Las Vegas se acontecer um milagre até o fim da semana. Além do Cleveland, que continua enrolando, outros dois times da NBA entraram na briga para contratar o brasileiro.

3) A TV não transmite a Copa Tuto Marchand, em Porto Rico, mas o Fiba Américas tem um site só para o torneio (clique aqui) e promete acompanhamento das partidas em tempo real. Já é alguma coisa. Só para lembrar, o Brasil estréia hoje, às 19h30, contra a Argentina.

Três pontos da NBA


1) Raymond Felton (na foto), bom jogador do Charlotte Bobcats, está em São Paulo para a clínica Adidas Camp, no ginásio da Hebraica. Detlef Schrempf, ex-Sonics, e Dwane Casey, ex-técnico do Minnesota, também participam. No sábado, às 13h30, rola o All-Star Game da garotada, aberto para o público.

2) Tim Donaghy, árbitro que chegou a apitar um jogo da série entre San Antonio e Phoenix no último playoff, confessou o envolvimento com um esquema de apostas ilegais. Pode mofar na cadeia durante 25 anos. É um duríssimo golpe na credibilidade da liga.

3) Mas há uma luz no fim do túnel e uma esperança de dias melhores: Drew Gooden se livrou daquele ridículo tufo de cabelo na nuca. Agora vai.

Sai Marcus Vinicius, fica Nezinho. É isso?


No início da noite de quarta-feira, chegou o e-mail de divulgação da CBB anunciando a Copa Tuto Marchand, em Porto Rico. Está lá no site, como aliás um dos amigos leitores já tinha notado na caixinha ali embaixo. A escalação oficial do Brasil tem 12 jogadores. Sem Marcus Vinicius. Com Nezinho.

Não consegui falar com Lula ou com a assessoria da confederação para confirmar se este já é o grupo do Pré-Olímpico ou se pode haver alguma mudança. Em todo caso, há no mínimo uma fortíssima indicação sobre o que vem por aí.

Por mais que Nezinho seja um homem de confiança do técnico, não vejo sentido em levá-lo quando se tem Valtinho, Huertas e pelo menos outros três jogadores capazes de carregar a bola (Leandrinho, Alex e Marcelinho). A versatilidade do Marcus seria muito mais útil, como ficou provado no Pan, até para dar uma força no garrafão quando necessário.

Se for isso mesmo, não chega a ser um desastre comprometedor, mas é inegavelmente uma má notícia às vésperas da competição mais importante para o basquete brasileiro nos últimos tempos.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Sem ala-pivô, EUA apelam para Nick Collison


A turma do perímetro americano vai ter que se virar em Las Vegas

Duncan curte as férias; Garnett não quer saber de seleção; Brand baixou na enfermaria; Boozer também; Nowitzki... bem, Nowitzki é alemão, assim como Gasol é espanhol. Com sérios problemas para preencher a posição 4 na equipe dos Estados Unidos que vai ao Pré-Olímpico, o técnico Mike Krzyzewski acaba de perder a única opção sólida que lhe restava:

Machucado no pé esquerdo, Chris Bosh está fora do torneio.

Como Greg Oden também se lesionou, o garrafão tem agora duas opções de pivô (Dwight Howard e Amare Stoudemire) e um reserva bom, mas sem experiência (Tyson Chandler). O desespero é tanto que a USA Basketball convocou o... Nick Collison! O último a sair, por favor, apague a luz.

Por melhores que sejam Amare e Dwight (e são mesmo), a área pintada é o ponto fraco dos americanos em Las Vegas. Para compensar, claro, eles têm excelentes finalizadores de perímetro e ótimos armadores.

Com as outras duas dispensas (Shane Battier e Kirk Hinrich), o elenco tem hoje 15 atletas - três serão cortados até o dia 21. Tome nota:

Dwight Howard, Amare Stoudemire, Nick Collison, Tyson Chandler, Carmelo Anthony, LeBron James, Tayshaun Prince, Kobe Bryant, Kevin Durant, Mike Miller, Michael Redd, Chauncey Billups, Jason Kidd, JJ Redick e Deron Williams. E aí, quem você cortaria?

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Nenê vai a Las Vegas; a seleção agradece



Ok, você pode achar o cara marrento, não concordar com o alto salário dele, ou até reprovar o discurso desafiador à comissão técnica na volta à seleção. Tudo bem, mas uma coisa não dá para negar: a confirmação de Nenê no grupo que vai ao Pré-Olímpico de Las Vegas é uma bela notícia.

Ele e Valtinho fazem a equipe dar um salto de qualidade em relação aos últimos campeonatos. Com Leandrinho no auge da forma e um forte elenco de apoio, volto a dizer, o Brasil entra como favorito para ficar com a segunda vaga. Ainda que Anderson Varejão fique mesmo de fora.

O quinteto titular deve ser formado por Splitter, Nenê, Marcelinho, Leandrinho e Valtinho. Para o banco, eu cortaria Nezinho e levaria JP Batista, Murilo, Guilherme, Marquinhos, Alex, Marcus e Huertas.

E você, o que acha?

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

As últimas (ou penúltimas?) da seleção

Amigos, acabo de conversar com Lula Ferreira por telefone. Em resumo, a situação é a seguinte: o técnico conta, a princípio, com os 12 jogadores que vêm treinando: Splitter, Batista, Murilo (pivôs), Leandrinho, Marcelinho, Alex, Guilherme, Marquinhos, Marcus (alas), Valtinho, Huertas e Nezinho (armadores). O que vier além disso, meus caros, é lucro.

Há um pouco de otimismo em relação ao Nenê, que garante ter recebido o aval do Denver, mas ainda não teve estipulado o valor do seguro. Anderson e Baby estão praticamente fora, porém ainda não descartados. Cortes e inscrições podem ser feitos até o dia 21. Confiram o que Lula disse:

Sobre o Nenê
"Agora precisam ser resolvidas as questões burocráticas. Pelo que tenho visto, acho que tudo vai se resolver, mas é difícil avaliar. A manifestação da vontade dele foi muito importante. Ele chegou cheio de gás, querendo jogar."

Sobre Varejão e Baby
"Não descartei ainda. Vou fazer um último contato com eles antes da viagem para ver como está a situação. O problema é que o procedimento administrativo é longo. Tem a renovação de contrato, o cálculo do seguro, o repasse à CBB, o depósito. Por mais que haja velocidade, não é uma velocidade boa para esta situação."

Até quando esperar?
"Estou trabalhando com a seguinte hipótese: o time embarca amanhã para Porto Rico, isso é uma certeza. O que puder ser agregado de valor adiante, a gente vai ver. Vou fazer o que for melhor para o time. É claro que seria importante a participação de todos os jogadores agora, nos treinos, mas o Pré-Olímpico é um torneio longo, de 10 jogos. E o Brasil tem que se classificar."

Caso Nenê, Varejão e Baby fiquem fora
"O grupo é este, nenhum outro nome será chamado. Neste caso, temos três jogadores que poderiam ajudar. O Guilherme já conversou com a gente. Ele jogou na posição 4 durante toda a temporada na Itália, e sempre se coloca à disposição - fez o mesmo na última Copa América, quando o Anderson machucou o ombro. O Marquinhos e o Marcus também podem jogar nessa função."

Anote aí algumas datas importantes

14/8 (terça), 22h
Embarque para Porto Rico, Copa Tuto Marchand

16/8 (quinta), 19h30
Brasil x Argentina

17/8 (sexta), 21h30
Brasil x Porto Rico

18/8 (sábado), 19h30
Brasil x Canadá

21/8 (terça)
Prazo final para a inscrição dos 12 jogadores

22/8 (quarta), 21h30
Brasil x Canadá (estréia no Pré-Olímpico)

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Uma perguntinha singela

Se você fosse o gerente do Cleveland Cavaliers, apressaria a renovação de contrato do Anderson só para liberá-lo à seleção? Ou daria uma enrolada para que ele não corra o risco de se machucar no Pré-Olímpico?

Nash em ação! Nos campos de futebol...



Por Fábio Balassiano


Principal nome da seleção canadense, Steve Nash era a maior esperança de colocar o país nos Jogos de Pequim. Engana-se quem acreditava que a entrada do pivô Samuel Dalembert fosse uma motivação a mais para o armador. Nash foi visto na tarde desta quinta-feira jogando futebol em pleno Central Park. A julgar pela empolgação de quem viu a "pelada", a disposição demonstrada pelo astro da equipe do Arizona foi a mesma que ele mostra nas quadras...

De acordo com o atleta, que já se prepara para a temporada 2007-08, tudo o que ele não quer ver até outubro (quando os treinos de fato recomeçam) é uma bola de basquete. Enquanto isso, ele se diverte com o futebol, recobra a forma física e deixa os membros da comissão técnica da seleção brasileira com uma preocupação a menos...

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Começo a ficar seriamente preocupado



Quando cheguei à redação hoje, fui dar uma conferida no ranking masculino que a Fiba acaba de atualizar. O Brasil continua firme na 17ª posição, atrás de grandes forças como Angola, Nova Zelândia e Canadá. Ao menos temos bons motivos para festejar: estamos logo à frente de potências como Nigéria, Venezuela e Líbano. Até quando, hein?

Com todos os galácticos, renovou-se a esperança da volta à Olimpíada e, com ela, não apenas uma subida no ranking, mas o resgate do basquete no país. O problema é que a situação já começa a ficar preocupante.

A seleção viaja para Porto Rico na semana que vem, e Lula já disse que espera fechar até lá o grupo que vai a Las Vegas. Anderson Varejão e Baby estão praticamente fora. Nenê, que deveria voltar amanhã dos Estados Unidos, adiou o retorno e ainda não tem o valor do seguro estipulado. O risco é cada vez maior de termos apenas três opções no garrafão: Splitter, Murilo e JP Batista. É pouco, muito pouco.

Até segunda ordem, meu otimismo subiu no telhado.

Ginóbili constrói ginásio em Buenos Aires


Por Fábio Balassiano

Longe das quadras desde o título com o San Antonio Spurs, Manu Ginóbili não esquece das raízes. Com o pedido de dispensa da seleção, ele assinou, na quarta-feira, um acordo que prevê a construção de um ginásio com capacidade para 8.600 pessoas em Bahía Blanca, sua cidade natal.

Estiveram presentes na solenidade o governador de Buenos Aires (Felipe Sola) e Jorge Ginóbili, pai de Manu. Os custos serão divididos entre o governo estadual e a Fundação Ginóbili, dirigida por Jorge. Caberá a ele, por sinal, procurar patrocinadores para dividir os custos da empreitada, que deve ficar pronta em 2009.

A frase de Manu, na coletiva de imprensa, é comovente: "Quando você joga três quartos de uma partida de basquete, não é o suficiente. Você precisa defini-la. A vida é assim também. Não adianta ser reconhecido apenas nas quadras. É preciso fazer com que o povo de Bahía Blanca também possa estar em uma delas".

O tricampeão da NBA e campeão olímpico provou que é craque também fora das quadras.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Os papos com Paulo Bassul e Claudinha

Na noite de terça-feira, conversei por telefone com Paulo Bassul, novo técnico da seleção feminina, e com Claudinha, a grande surpresa da convocação para o Pré-Olímpico. Como as entrevistas ficaram grandes e estão publicadas no Globoesporte.com, ficaria pesado demais reproduzir os textos aqui no blog. Para ler, basta clicar nas imagens abaixo - outra janela vai se abrir. Só não esquece de voltar aqui depois para comentar!



O papo com Bassul foi longo e, como sempre produtivo. Mais uma vez, ele deixou claro que tem uma filosofia definida para a seleção, baseada em defesa agressiva, ataque equilibrado e rotação constante de jogadoras na quadra. Falou sobre a volta da Claudinha, a ausência da Adrianinha, os possíveis retornos de Helen, Cíntia Tuiú e Alessandra, o xodó Ísis e o favoritismo dos Estados Unidos no Pré-Olímpico. De quebra, com bom humor, confessou torcer contra os times de Érika e Iziane na WNBA, para que elas possam se integrar ao grupo mais cedo em São Paulo.



Foi a primeira vez que eu conversei com a Claudinha. Falamos sobre o retorno após cinco anos longe da seleção, a expectativa pela Era Bassul, a falta de opções para a armação e a fome para derrotar as americanas.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Nenê x Joe Santos - Round 1


Por Fábio Balassiano

Sem treinar com a seleção desde que anunciou sua volta à equipe de Lula Ferreira, o brasileiro Nenê tem, nesta quarta-feira, um difícil duelo no Tribunal de Denver, Colorado. O pivô, que move ação contra o seu ex-empresário, o português Joe Santos, cobra dele uma quantia de mais de US$ 1 milhão - o jogador diz ter sido enganado, para utilizar uma palavra amena.

Resta saber por quanto tempo a pendenga judicial se prolongará, se a apresentação do atleta (já atrasada) sofrerá novas alterações e como estará, psicologicamente, o mais bem pago jogador brasileiro para o Pré-Olímpico - aliás, o seu seguro já foi pago?

Para quem quiser conhecer um pouco mais da briga jurídica de Nenê e Joe Santos, vale dar uma lida no artigo de James Paton, publicado em 1º de agosto no jornal Rocky Mountain News, de Denver .