
Mais uma vez, coube a nós acompanhar o jogo pelas estatísticas. Isso aumenta o risco de uma análise imprecisa, mas não dá para ignorar o assunto. Então vamos a alguns pontos de Brasil 79-67 Porto Rico.
- Desnecessário dizer que Tiago Splitter é o nome da noite - e vale lembrar que, entre mortos e feridos no fatídico Mundial, ele foi o único a se salvar. O pivô anotou 24 pontos, acertou 56% dos arremessos de quadra e 6/8 dos lances livres. Pegou cinco rebotes, o que é pouco, mas a seleção tem se dividido bem nesse fundamento - o time teve quatro jogadores com pelo menos seis rebotes e ganhou fácil a batalha coletiva por 41-25.

- O aproveitamento de 60.5% nos lances livres continua sendo inaceitável, pior até que o do Mundial, mas desta vez a culpa foi quase exclusiva de um jogador: Murilo (foto), que acertou apenas quatro de 13 (30.8%). Triste.
- Lula começou o jogo com Huertas ao lado de Valtinho no quinteto titular. Em tese, as formações com dois armadores me agradam, mas não acho que a gente tenha tempo para treinar isso a quatro dias do Pré-Olímpico. Melhor apostar no feijão-com-arroz.
- Valtinho melhorou em relação à estréia (sete rebotes, sendo três ofensivos, e quatro assistências), apesar de ter chutado mal (2/6, oito pontos). Huertas não compometeu, com seis pontos, mas não deu nenhum passe. Nezinho entrou, fez uma seqüência de lambanças e saiu.
- JP Batista, que tinha ficado em quadra por 27 minutos contra a Argentina, jogou apenas 12 desta vez. É um efeito evidente da da ótima atuação de Splitter, líder do Brasil em minutos na sexta-feira, com 36.
- Marcelinho estava em "dia não". Tentou seis bolas de três e só acertou uma (1/8 no total). Atuação ruim, exceto na ajuda dos rebotes (seis). Marquinhos também errou a mira (3/9, 0/4 de três), mas compensou com 5/6 nos lances livres, 10 rebotes e quatro assistências.

- Ao que parece, a defesa brasileira conseguiu segurar bem duas peças importantes de Porto Rico: Jose Juan Barea (três pontos, uma assistência, 16% nos chutes) e Elias Ayuso (oito pontos, 27% nos chutes). Bom sinal para o nosso lado.
- Num jogo em que os porto-riquenhos penaram nos rebotes, não entendo por que Angelo Reyes (foto) só atuou por nove minutos. Atleta deles que mais me impressionou no Pan, o ala pegou 14 rebotes na estréia contra o Canadá. Será que se machucou?
- No sábado, o Brasil volta à quadra. Cá entre nós, pouco me importa quem vai ser campeão - não é esse o propósito do torneio. Mas sair de Porto Rico com apenas uma vitória sobre os fregueses donos da casa não seria nada bom. Sendo assim, pau nos invictos canadenses, por favor.